10 de fevereiro de 2016

Mudei

Para os perdidos que caiam aqui, eis que mudei pra cá:

http://www.laizamarea.com.br/

BEJO

20 de outubro de 2015

13 de setembro de 2015

Os clichês dessa minha vibe Gótica Suave

Tava vendo o filme A incrível história de Adaline, uma mulher de trocentos anos, mas que por conta de um raio, conseguiu se manter  com carinha de 29 pelo resto da vida. O filme é romantiquinho, fofinho, tristinho e não pode se falar muito dele, nem de longe é um Benjamin Button. Mas ao ver a história de Adaline, lembrei de um dos acontecimentos desse ano, desse meu ano místico, hehe*.


Esse ano aconteceu uma pá de coisa estranha comigo, uma delas foi uma criatura que conheci que me deixou bem cabreira com meu ceticismo, embora a figura dela não meta nenhum medo e seja uma pessoa bem fofa, ela dá medo. Uma coisa que essa pessoa me disse que minha alma era bem velha, mas bem velhinha mesmo, que eu já passei por muita coisa, o que super bateu com tudo que ela falou em seguida sem eu ter dado nenhuma pista. O que não foi nenhum alento ao sentimento de cansaço que tinha no alto dos meus então 27 anos. 

Não querendo mesmo me comparar a Adaline, pois não sou nem culta ou sofisticada como ela é, muito menos gata do jeito que a Blake Lively é. Até porque eu tenho minhas dúvidas sobre isso de ser velho e ser experiente. Conheço pessoas que tenho certeza que tem almas novinhas, pela simplicidade como vêem as coisas, pela forma como enxergam as situações sem padrões arraigados de conceitos pré-estabelecidos sabe se lá de onde, elas têm essa frescura** de viver. Lu, uma amiga minha, ela lá tem suas questões, claro, todo mundo tem, mas sempre que vejo ela, vejo uma criança, não pela inocência ou inexperiência, mas justamente  por essa capacidade de ser leve, de ver as coisas de um modo mais suave e simples. Lu, sempre me acalma, ela tem esse poder.

 Daí quando essa pessoa falou que minha alma era velha, eu meio que já esperava, vi como eu tinha (tinha, pois eu sou velha, mas não sou burra, a gente aprende uma hora) uma mania de catalogar e estabelecer padrões para situações e coisas, que nem gente velha, que pega algo novo e tenta trazer para alguma situação já vivida, a fim de colocar na sua zona de conforto e tentar resolver.  Vi também que estava cansada disso. E como estou cansada de viver situações que eu hoje sei que não consigo tolerar ou que me fazem mal. Como estou cansada de gente que não sabe o que quer, como estou cansada de gastar minha energia com bobagens. Como estou cansada de fingir que não gosto e que não ligo. Cansada de jogos. Cansada de ter que fingir o que não se é. Cansada de pensar mais no que os outros pensam do que no que penso, cansada de achar que posso controlar os desejos e sonhos das pessoas. Você chega a uma certa idade, hehe, onde você consegue ver que você não manda em porra nenhuma, só em você mesmo e que não vale a pena persuadir, criar estratagemas, fazer cena para se conseguir nada nessa vida. Nada que consegui dessa forma deu certo, porque você começa a notar que a vida é como um rio mesmo, o que ele precisar fazer para chegar no mar, ele vai fazer. Tudo que ocorre é porque tinha que acontecer mesmo e que não adianta muito você tentar driblar, é dispêndio de energia.

 Você começa a perceber que por mais que existam mesmo outras vidas, você não pode esperar chegar à próxima para viver o que de fato você quer viver, dizer o que realmente você sente, ser realmente o que se é, aproveitar o que de fato importa. Se eu gastasse 1/434545 avos da minha vida fazendo o que realmente queria ao invés de ficar elucubrando sobre coisas e alimentando minhas inseguranças, acho que seria o novo Abilio Diniz e já teria comprado meu iate Gostosa II***




Engraçado que todo mundo já ouviu isso, a vida é curta, não se gaste com bobagem, seja você mesmo, seja sincero. Mas vocês já se deram conta como é difícil viver os clichês? E quanto Augusto Cury e Paulo Coelho tão ricos pra caralho falando o óbvio? Já que é óbvio, porque é tão difícil? E porque nós complicamos? Cadê o Globo Repórter?

E para finalizar esse texto MEGA POWER CLICHERENTO, vou colocar a frase mais legal do filme mais clichê EVER, Amelie Poulain:




 A vida é o interminável ensaio duma peça que nunca se realizará - Hipólito
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*Acho lindo meu ano místico ter se juntado a essa moda atual de Gótica Suave, estou muito Gótica Suave, o universo me ajudando a ser trend, hehe. Meu muito obrigada as meninas que me deram um Heroine da MAC de aniversário <3 comment-3--="" nbsp="">

**Frescura no sentido de fresco, refrescante, não de metido.


*** Para quando as pessoas perguntarem, “cadê o Gostosa I?” E eu dizer, “oi, prazer”, pra você ver que já pensei em tudo.  

17 de junho de 2015

O que ninguém vê

Estava eu numa roda de conhecidos, onde uma das moças que estava comigo “puxou a orelha”  dos meninos (todos casados) que quase torceram o pescoço para ver a passagem de duas transeuntes atraentes. Rimos do feito. Homens fazem isso, eles disseram, é natural, eles disseram... ok. E que as mulheres se vestem de forma provocativa para isso mesmo, mexer com os homens (vocês diabas). Daí um dos meninos disse, minha ex-namorada mesmo se vestia de um jeito, não me tinha respeito, os caras mesmo eu estando ao lado dela, mexiam com ela, me mandavam um jóia, era uma coisa de louco, teve um dia que ela chegou lá em casa com além dos peitos grandes que já tinha, com um sutiã de enchimento e uma saia curta, então disse, comigo você não sai. Terminaram claro. Quem poderia ter do lado uma mulher vulgar dessas que só quer atenção para si e nem respeita o cara que tem do lado?
...
Uma vez li em um lugar que os homens ligam mais para traições carnais que sentimentais, pois quando éramos mais bichos que humanos, o homem que tinha que prover a caça e a proteção da prole e ele não queria ter esse gasto de energia e preocupação com uma cria que não era dele, já as mulheres perdoam mais as traições carnais e se sentem mais preocupadas quando o cara está apaixonado por outra, justamente porque ela sempre precisou dessa proteção e da caça que era trazida pelo homem, logo sem um homem apaixonado por ela, fudeu, então pouco importava se ele pegava outras por aí, o importante era ter a proteção e a caça em casa.
O tempo passou e nós vivemos durante longos anos essa mesma história só que caça e proteção sendo fornecidas de outras formas. 
Quando ouvi essa história desse conhecido, eu pensei nessa questão. E somente isso explicaria o medo enorme que ele tem em ser corno, pois é algo enraizado há tanto tempo, mas tanto tempo que hoje não sabemos mais distinguir o que é instinto ou tradição. Eu pensei nessa menina que ou

a) precisava enormemente da aprovação de muita gente, pois se vestia dessa forma com o intuito de ser chamada de gostosa de 15 em 15 min, coisa que só corrobora para a falta de confiança nela mesma em se achar bonita, onde ela se vestia para os outros e não para si ou

b) Ela se acha gostosa pra caralho naquelas roupas, se come com os olhos quando se vê, quer que o namorado ache a mesma coisa quando a veja e cest finit.

 c) Eu não consigo imaginar essa hipótese, mas tudo bem, ela é uma escrota se veste desse jeito porque ela não consegue falar com a boca SOU UMA ESCROTA E VOU TE CORNEAR ASSIM QUE VOCÊ ME DEIXAR SOZINHA, daí ela dá indícios fortes para que ele tire conclusões sozinho... q. 

Só que aí o cara surta, porque ele jura de pé junto que só pode ser a opção C. O cara, por mais que ele ache gostosa pra caralho ela vestida daquele jeito, a preocupação dele em não ser corno é tão grande, uma insegurança tão grande que ele acha que ela é o problema, não ele em não ter condições de manter um relacionamento com uma pessoa que chama atenção de outras porque é gostosa para caralho, terceirizar a culpa é sempre mais fácil e ainda mais dizer que a culpa é da mulher, mais ainda.
Mulher não pode ter o direito de usar um vestido que ela esteja gostosa nele, só se for acompanhada de um homem, sozinha nunca. Não vou nem tecer comentários sobre o estupro, porque a meu ver é só o desenrolar desse mesmo pensamento.
Mulher com um decote no umbigo se achar gostosa nele e sair na rua, simplesmente não pode, ela não tem o direito de se achar bonita nele. Ela sempre tem que achar que ela está bonita porque os caras vão achar ela bonita, não ela em si. Talvez seja bem complicado para um homem entender isso. Mas toda mulher quer se comer. Toda mulher quer se olhar no espelho e se achar tão linda maravilhosa que ela poderia comer a si mesma. Quer se olhar e ver, sou destruidora mesmo hein viado. Ou ao menos deveriam querer se sentir desse jeito, caso não voltamos à opção A dessa moça.
Engraçado que até eu já repreendi quem se vestia dessa forma, mas a única constância é a mudança, Glória!


Depois falemos de moda... porque moda é outra coisa, hahahahaha.

22 de maio de 2015

Hoje eu acordei muito mal, não sei se a moleza e quebradura do corpo vem só de uma gripe mal instalada ou da estafa mental resultado dos últimos acontecimentos, sei que hoje foi mais difícil levantar. Daí hoje, eu tive tempo de pensar nas coisas boas que tenho na vida e me deu muita vontade de agradecer a duas pessoas que tem feito muita diferença  na minha vida ao longo desses 10 (wait, What?!!!) anos.

Já teve tanta mudança nas nossas vidas, de casas, parceiros, cidades, pesos, cortes de cabelo, opiniões, aventuras, mas continuamos juntas, Já terminamos várias vezes, já nos distanciamos, brigamos, mas o que a gente tem é algo tão sincero e (como ta piegas isso aqui) puro que sempre a gente acaba entrando na vida uma da outra de algum jeito de novo. Deve ser coisa de vidas passadas mesmo, pois eu não tive irmãs e a vida me deu essas duas mulheres incríveis para dividir a vida comigo.

Só queria dizer obrigada por estarem comigo e que sem vocês seria bem mais complicado tudo. Obrigada por serem quem são, do jeitinho que são, mesmo me fazendo gastar 100 reais em cristais ou me fazer partes de cenas de brigas com malucos (malucos de atestado) hahahahaha. Obrigada por me tolerarem nos meus piores momentos, por dizerem exatamente o que eu preciso ouvir e por acreditarem em mim, obrigada por me perdoarem de ter colocado essa foto só porque eu estou incrível nela, sem perguntar a vocês se poderia colocar na internet hahaha.

 Eu amo vocês, de verdade e vocês sabem como isso é difícil de sair da minha boca, ou no caso, dedos.

Desejo para as duas muito sucesso em tudo, o que não vai ser difícil pois vocês são poderosíssimas.


10 de março de 2015

A mulher e a Língua.


Eu só vim perceber o quanto estava sendo “mulher” depois que tudo passou. Eu sempre me achei muito mais humano do que “mulher” e sempre achei que não precisaria ler Simone de Beauvoir ou Anais Nin ou alguma dessas. Eu nunca tinha experimentado ser “mulher”, sempre agi como “homem”, elas diziam. Sempre fui a que não queria dormir do lado de ninguém, a que não queria contato depois, a que bem, já tive o que queria de você, já posso ir embora, nunca dependi. Aliás, desde que me tornei “gente”, sempre dependeram mais de mim do que eu dos outros, e eu só estava cansada disso, de ser mãe e ser racional, mesmo não sendo.
Porém me comportei como “mulher”, e é incrível como nós nos comportamos como “mulher”. Por que os parênteses? Porque mulher mesmo não é nada disso. “Mulher” é um ser frágil, que precisa ser protegido, que depende dos outros, que não é capaz sozinha, que precisa ser antes de tudo leve, que deve aceitar, que deve agüentar, deve ser organizada e “respeitável” – eu  não sou “mulher”. E eu sabia que se eu fosse mulher, ao invés de “mulher”, eu ia perder tudo que eu dava mais importância na vida. Mas a gente não consegue ser o que não se é durante muito tempo, eu não sou frágil, não preciso ser protegida, não dependo dos outros, sempre consegui tudo sozinha, nunca fui leve o tempo todo, se eu estouro na mesma hora que brigo com você eu falo coisas absurdas que não deveria falar, nunca aceitei as coisas sem questionar, nunca agüentei bem situações que eu achava absurdas, organização nunca foi meu forte (coisa que sim, estou tentando melhorar) e bem, respeitável para uma pessoa que segue a lei kantiana do imperativo categórico, eu sempre fui, mas eu sempre fui bastante impulsiva e tudo que eu queria fazer que não ferisse o imperativo categórico eu fazia, porque bem, era simplesmente o que eu queria fazer.
...
Uma vez, quando eu estava nas minhas primeiras aulas de direção, eu no meio de um trânsito caótico e eu super medrosa em estar com um carro na rua, percebi que, se eu ligar a seta para a esquerda o outro carro vai achar que eu vou para esquerda e vai tomar providencias devido a isso. Essa sensação de que eu faço a diferença e que eu sou um sujeito, foi incrível naquele momento. Foi como se tudo tivesse parado e eu visto que, bem eu sou um sujeito, eu sou um carro no meio dessa rua que se eu fizer qualquer coisa vai interferir na vida das outras pessoas, eu existo. Para outras pessoas isso não passa de uma maluquice e isso é tão banal e sutil que ninguém nem se dê conta, mas eu só me dei conta da minha sujeitilidade* naquele dia. Eu me senti empoderada naquele dia, pois eu era alguém ali. O que é bem engraçado para uma pessoa que sempre conseguiu tudo sozinha, trabalha em multinacional, já morou fora, fala duas línguas, canta, dança e representa, blábláblá. Minha mãe sempre me falou que eu era um ser esquisito, pois eu conseguia matar um leão, mas ainda assim tinha medo de rato.
...
Uma coisa que eu descobri nesse meu retorno de Saturno é que quando nós encobrimos as inseguranças dos outros através das nossas, nada dá certo, pois a base é fraca. E isso que eu fiz, eu encobri as inseguranças de outras pessoas e encobrir é um ato inseguro. Quando você é um sujeito e sabe da sua sujeitilidade e reconhece que antes de qualquer coisa, existe um eu, e um eu com limites, você vê que não deve encobrir nada. Você é, você se impõe, você decide. E o que eu vejo nesse lance de ser “mulher” é que não existe isso de se impor, porque “mulher” é ser incompleto, é um verbo transitivo direto ou indireto, e antes de tudo é uma subordinada.
Agir intransitivamente, não precisar de complemento, é o que somos. E é uma pena, que precisamos bater a cabeça às vezes, para lembrar isso. Fico feliz por ter sido agora, pois se tivesse sido antes talvez eu demorasse mais tempo para perceber que tudo é somente uma questão gramatical, onde sou um sujeito, com muitos predicados.

*eu preferi usar sujeitilidade (que não existe) e não subjetividade, pois esse segundo me parece ser o íntimo e não o completo, mas pense o que quiser.  

17 de dezembro de 2012

11 de dezembro de 2012

Don't let be me misunderstood...

Eu estou lendo Risíveis Amores, do Kundera.  Kundera esse que me fez chorar várias vezes no busu do Cia Pool à caminho do trabalho enquanto eu lia a Insustentável Leveza do Ser, o livro das sutilezas mais importantes que existem. Já o Risíveis Amores fala basicamente de desencontros, desentendidos que acontecem nas relações amorosas do mundo a fora... como o que não foi conversado e que deveria ter ficado claro e que agora não adianta mais porque acabou (é meio perigoso, leia em doses homeopáticas).

Dai hoje cedinho, quando estava lendo um dos 7 contos do livro, eu fiquei com essa música na cabeça porque vi o quanto tinha a ver, com tudo.


O quanto eu deixo o acaso ou as coisas tomarem forma sem eu dizer ou me explicar... simplesmente por um encosto reginaduarteano que não sai de mim. E daí veio na minha cabeça como eu, essa pessoa incrível (cof cof) que vos fala, se comporta como aquele(a?) protagonista de Notas do Subterrâneo do Dostô. ( Eu lascando nas referências cult hahaha). Eu definitivamente sou louca. Daí já me isento da loucura, justamente por ser, porque nenhum maluco, se acha maluco.
...
Eu deveria ter feito, deveria ter agido, deveria no ia. Sempre no pretérito imperfeito. Irônico não? haha
Daí eu lembro de como eu era na escola,  como eu era no meu primeiro trabalho sério e como eu sempre ajo assim com alguma coisa que é primeiro meu, sempre deixando escapar alguma coisa que eu sempre soube que era errado e não corrijo por medo e depois dá merda no final, como um subconsciente sabotador que não importa quantas sessões de terapia sejam feitas, ele vai lá e pimba!

Estava conversando com um ex - love que hoje é um amigo e ele disse que é porque eu sou nova demais, eu devia relaxar mais e tentar não pensar demais, porque isso me atrapalha, em alemão ele disse basicamente:

"Du musst nicht so viel reginaduarte sein, mehr zecapagodinho sein"

O que me soou muito engraçado, porque eu expliquei pra ele o que seria esses dois memes da cultura brasileira e ele entendeu direitinho, hehe. E ele sempre disse que para uma brasileira eu era muito alemã, ou seja, que eu penso demais.

Vou tentar ser menos gringa. =S