2 de agosto de 2008

Emancipação

Escritos de uma quinta feira, na qual a bonita aqui, enquanto esperava uma amiga que não chegou, decidiu beber sozinha, com a responsabilidade de se trazer para casa.

Ela tinha voltado de uma longa viagem.
Viagem que hoje, depois de feita ela se pergunta se realmente era necessária.
Mas era.
Você só volta quando você retorna ao exato lugar onde você estava, OK, isso é bastante óbvio, mas nem sempre inteligível. Nem sempre se sabe que que se volta. Aliás, se sabe sim, as vezes existe um embuste, você acha que voltou ao seu local de origem, mas na verdade é um holograma seu.
Acho que ela voltou. Claro que nunca se volta do mesmo jeito.
Vocês estão pensando tudo errado
.
A viagem demorou bem mais tempo do que vocês imaginam.
Durou uns quatro anos, mais ou menos. Ela foi para bem longe, bem mais longe que vocês imaginam. O Quiguistão era perto para mim.
Passei por lugares quadriculares, circulares, obtusos, retos. Cheios, vazios, com clichês, sem.
Aliás, nós concordamos em várias c
oisas. Tudo que tinha para ser inventado já foi inventado.
Nada mais é, tudo já foi.
O século passado terminou com o mundo. Acabou que nascer agora é nada mais que consequência. Nada mais nos assusta.
Hoje tudo é possível, o inimaginável é altamente factual. Altamente.
Só não gosto dos supostos robôs com sentimentos, os odeio. Robôs com sentimentos é demais pra mim!
Mas voltando, a gente sobrevive de restos. Restos dos que viveram, dos que lutaram, amaram, mataram, fizeram.
Hoje ninguém faz nada.
Hoje, como uma amiga falou, vivemos numa fase conceitual das coisas. Tudo é conceito.
Nada tem uma razão de ser, se faz porque tal conceito é bem visto. Não, não quero falar da comparação, again.
Decidi que para me comparar devo achar um ser humano ideal, até agora não fui apresentada a ele.
Mentira, não desisti porra nenhuma, melhor me aceitar como louca, mas nem vamos nos vangloriar por isso. Eu posso bem normal para uma renca de gente, apesar de não ter encontrado essa renca de gente, AINDA!
Melhor desistir de tentar saber se o que se faz é certo ou errado. Melhor saber do que se é.
Ser dá muito trabalho e saber o que se faz, julgar, analisar, dá muito mais trabalho, muuuito mais.
O que sei, então?
Sei de mim? Sou fraca, me inclino, necessito do outro, de outros.
Me dou por completo, o que não deixa de ser uma burrice minha. Nesses dias não se deve se dar por completo. Deve-se fragmentar, racionar o ser. Dar-se em pedaços.
Nunca por completo, as pessoas não estão dispostas a comer por completo, claro isso em termos metafísicos [ sei lá quanto eu bebi até então =S]
O resto, eu decidi censurar, hehe.
E depois eu falo como mulheres que bebem sozinha são vistas, mas você já devem imaginar... =/
Beijos, e se beber não dirija, pq vc pode pagar uma multa desgraçada e claro, matar alguém.
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ps: Deu para notar que coerência não é minha praia
pps: Deu para notar o quanto eu sou chata.
ppps: Deu para notar que a conta foi meio alta.

3 comentários:

  1. ah é. Se emancipar de si mesmo é o mais difícil.
    (eu nem sei o que dizer, até pq já disse tudo, mas...muito coerente sim, sabe e não me soa como cachaça de quem bebeu um pouquinho demais, sério)
    (queria ver a parte censurada, hehehehe)
    (deu pra ver que eu falo feito nega do leite)

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  2. c voltou pro mesmo lugar? q lindo.. q bom.. ufa.. é sempre bom voltar pra casa.

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e o que você tem a dizer????